Perfil histológico e imuno-histoquímico das pacientes com câncer de mama operadas no Hospital Santa Casa de Curitiba no período de 2014 e 2015 /Histological and immunohistochemical profile of patients with breast cancer operated in Santa Casa House of Curitiba in the period of 2014 and 2015

Cintia Cavassim Raffo, Danila Pinheiro Hubie, Guilherme Leite Zanini, Luiza Previdi Abdul-Hak, Sheldon Rodrigo Botogoski

Resumo


Objetivos: Identificar tipo histológico e perfil imuno-histoquímico das pacientes operadas por câncer de mama no Hospital Santa Casa de Curitiba. Correlacionar se  os tipos histológicos mais agressivos são também de pior prognóstico imuno-histoquímico. Métodos: Estudo retrospectivo, observacional e analítico com 26 pacientes, no qual foram avaliadas as variáveis: sexo, idade, histologia, painel imuno-histoquímico (luminal A, luminal B, HER2 positivo e triplo negativo). Resultados: O sexo mais prevalente foi o feminino (96,2%), a média de idade foi 58 anos, o tipo histológico mais encontrado foi carcinoma ductal invasor (57,7%). No painel imuno-histoquímico a prevalência foi do subtipo luminal A (53,8%) seguidos pelos luminal B (30,8%), HER2 positivo (7,7%) e triplo negativo (7,7%). Na análise da relação histológica e imuno-histoquímica 57,1% dos carcinomas ductais invasores são luminais A e o carcinoma pouco diferenciado é triplo negativo. Os mistos foram distribuídos em luminal A (66,7%) e luminal B (33,3%). Os mucinosos dividiram-se igualmente em luminal A, luminal B e triplo negativo. O lobular invasor teve distribuição igual entre luminal A e B. Conclusões: O sexo feminino foi o mais prevalente, a  média de idade apresentou um platô acima do encontrado na literatura, o tipo histológico mais incidente nas pacientes acompanhadas foi o carcinoma ductal invasor. No painel imuno-histoquímico a prevalência foi do subtipo luminal A, seguidos pelos luminal B, HER2 positivo e triplo negativo. Os tipos histológicos menos agressivos são mais comuns e também apresentam perfil imuno-histoquímico de melhor prognóstico e os mais agressivos são de pior prognóstico e menos responsivos aos tratamentos.

Descritores: Neoplasias da mama, Histologia,  Imuno-histoquímica


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DOI: https://doi.org/10.26432/1809-3019.2017.62.3.139

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