Avaliação da presença dos genes lukS-PV e lukF-PV em cepas pediátricas de Staphylococcus aureus / Detection of lukS-PV and lukF-PV in Staphylococcus aureus pediatric isolates

Rozane de Lima Bigelli Carvalho, Eitan Naaman Berezin, Marcelo Jenne Mimica

Resumo


Introdução: A leucocidina de Panton-Valentine (PVL) é uma toxina associada a novos clones de Staphylococcus aureus. Apesar da discussão quanto ao seu poder de virulência, ela representa no mínimo um marcador da presença de outros fatores, sendo importante conhecer sua presença no nosso meio. Objetivo: Detectar os genes codificadores da PVL em cepas de Staphylococcus aureus sensíveis (MSSA) e resistentes (MRSA) à oxacilina, invasivas e não-invasivas, isoladas de pacientes pediátricos. Materiais e Métodos: Foram incluídas cepas de S. aureus, isoladas de diversos sítios, de diferentes pacientes, e identificadas por testes bioquímicos tradicionais. A susceptibilidade aos antimicrobianos foi determinada de acordo com os critérios do Clinical and Laboratory Standards Institute. Os genes codificadores da PVL, lukF-PV e lukS-PV foram detectados por meio de PCR e, nas cepas resistentes à oxacilina, foi realizada a tipagem do SCCmec através de PCR multiplex. Resultados: Dos 24 MSSA e 37 MRSA, houve apenas uma cepa, que foi resistente à oxacilina, positiva para PVL. Dos MRSA, um carregava SCCmec do tipo I, três do tipo II, 17 do tipo III, 15 do tipo IV e um foi não tipável. As cepas dos tipos I, II e III foram todas multirresistentes, enquanto as do tipo IV foram resistentes apenas à penicilina, oxacilina e eritromicina. Conclusão: A prevalência de cepas produtoras de PVL em nosso estudo, diferente do que é relatado em alguns outros países, foi baixa, mesmo em S. aureus com SCCmec do tipo IV. Ainda não é possível avaliar qual o verdadeiro impacto clínico-epidemiológico destas diferenças.

Descritores: Staphylococcus aureus; Leucocidinas/genética, Leucocidinas/ toxicidade


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