Tumor das células da granulosa: análise de 16 casos

Roberto Euzébio dos Santos, Renato de Lima Rozenowicz, Adriana Bittencourt Campaner, Ricardo da Fonseca Nadais, Fábio Francisco de Oliveira Rodrigues, Lenira Rocha Mecelis Rangel, Maria Antonieta Longo Galvão da Silva, Tsutomu Aoki

Resumo


Resumo Os tumores derivados dos cordões sexuais são neoplasias ovarianas raras. Deste grupo 70% são representados pelos tumores das células da granulosa (TCG), que têm comportamento indolente, podendo recidivar após longo período livre de doença. Produzem na maioria das vezes estrógeno que é responsável pela proliferação, hiperplasia e até casos de adenocarcinoma do endométrio. Analisamos 16 casos de TCG atendidas no Ambulatório de Oncologia Ginecológica da SCMSP no período de 2004 a 2006 e observamos que das 148 neoplasias malignas ovarianas atendidas nesse período os TCG representaram 10,8% dos casos. A idade média foi de 53,2 anos e o IMC médio de 24,8. A média do diâmetro tumoral foi de 14,5cm e 62,5% dos casos se encontravam no estádio IA da doença. A análise de 9 espécimes endometriais revelou hiperplasia em 5 casos, confirmando o estímulo estrogênico oriundo dos TCG. A quimioterapia com o esquema BEP está indicada só nos casos mais avançados. Enfatiza-se a biologia tumoral, seu comportamento incerto e prognóstico na dependência do estádio e do número de mitoses.

Descritores: Tumor de células granulosa, Neoplasias do endométrio, Estadiamento de neoplasias, Prognóstico, Fatores etários, Fatores de risco


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