Análise comparativa entre o parto normal e cesárea: aspectos para a puérpera e recém-nascido /Comparative analysis between transpelvic and cesarean delivery: aspects for the postpartum woman and newborn

Giulia Severini Lazarini, Stephanie San Gregorio Contieri, Lucas Fontes Gaetani, Lucca Marzocca Rodante Corsi, Cássia Maria Carvalho Abrantes do Amaral

Resumo


Introdução: Segundo as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, a gestante deve optar pelo parto transpélvico, caso não tenha nenhuma indicação de cesárea. Apesar disso, Brasil é um dos países que mais realiza cesárea no mundo todo, sendo que apenas 15% são realmente necessárias. Objetivo: Realizar um estudo comparativo em relação ao estado clínico da parturiente e do recém-nascido após a realização de parto transpélvico e cesárea. Material e Métodos: Foram coletados dados de 50 gestantes com idade gestacional entre 38 a 40 semanas quando realizaram o parto, através da análise de prontuário e questionário aplicado às puérperas, e contemplando o estado de saúde tanto da puérpera como do recém-nascido. Resultados: Com as informações levantadas, foi traçado um perfil das gestantes. O estudo estatístico não demonstrou significado estatístico na comparação das vias de parto com relação aos seguintes aspectos: ocorrência e intensidade da dor após o parto (P = 0,14), Apgar do 1º minuto (P = 0,73) e Apgar do 5º minuto (P = 0,53). Apenas o tempo de permanência mostrou-se significativo (P = 0,02), sendo encontrado um maior tempo de permanência do parto transpélvico. Conclusão: Apesar de a literatura demonstrar maiores vantagens tanto para a paciente como para o recém-nascido quando realizado o parto transpélvico, o presente estudo não encontrou diferenças significativas entre as duas vias de parto.

Palavras Chave: Parto transpélvico, Cesárea, Período pós-parto, Recém-nascido, Estudo comparativo

 

ABSTRACT

Introduction: According to the guidelines of the Ministry of Health and the World Health Organization, pregnant woman should opt for transpelvic delivery, if she has no indication for cesarean section. Nonetheless, Brazil is one of the most performing cesarean section countries in the world, but only 15% of the cases the method are really needed. Objective: To perform a comparative study regarding the clinical status of parturient and newborn after transpelvic and cesarean delivery. Material and Methods: Data were collected from 50 pregnant women with gestational age between 38 and 40 weeks when they delivered, through analysis of medical records and questionnaire applied to postpartum women and considering the health status of both the postpartum and the newborn. Results: With the information gathered, a profile of the pregnant woman was drawn. The statistical study did not show statistical significance in the comparison of the pathways regarding the following aspects: occurrence and intensity of pain after delivery (P = 0.14), 1st minute Apgar score (P = 0.73) and 5th minute Apgar score (P = 0.53). Only the length of stay was significant (P = 0.02), and a longer time of transpelvic delivery was found. Conclusion: Although the literature demonstrates greater advantages for both the patient and the newborn when performing transpelvic delivery, the present study found no significant differences between the two routes of delivery.

Keywords: Transpelvic delivery; Cesarean section; Postpartum period; Infant, newborn; Comparative study


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DOI: https://doi.org/10.26432/1809-3019.2020.65.003

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ISSN 0101-6067 (versão impressa

ISSN 1809-3019 (online)

 

 

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